De 1980 a junho de 2009, foram registrados 544.846 casos de AIDS no Brasil. Durante esse período, 217.091 mortes ocorreram em decorrência da doença. Por ano, são notificados entre 33 mil e 35 mil novos casos de AIDS. Em relação ao HIV, a estimativa é de que existam 630 mil pessoas infectadas no país, que mais cedo ou mais tarde também dependerão dos medicamentos do coquetel, em Aracaju entre 1997 e 2007 ouve um aumento de 93,4%.
Dia após dia encontram-se diversas dificuldades junto ao SUS (Sistema Único de Saúde), na sobrevivência a este mal que infelizmente ainda não tem cura. Para todos os países, o Brasil tem o melhor programa contra a AIDS no mundo. Não desmerecendo os ganhos que tivemos, mas enxergamos muitas situações que ainda deixam a desejar, especificamente em Sergipe, tais como:
1- A reativação da ala 500 do hospital João Alves, assim como se faz necessária a abertura de novos leitos nos hospitais públicos de saúde para os portadores do vírus HIV;
2- Despreparo dos profissionais na área da assistência;
3- A falta de médicos para atendimento aos portadores para casos específicos;
4- A Falta de Pediatra especializado no tratamento das Crianças Soropositivas;
5- Estrutura sem dispor de acolhimento aos portadores não oferecendo atender as suas necessidades básicas enquanto esperam o seu atendimento;
6- Falta de alguns medicamentos para as doenças oportunistas;
7- Inexistência da rede de saúde qualificada para outras práticas e terapias alternativas, para os portadores do HIV/AIDS.
8- Capacitações dos profissionais da Saúde para trabalharem a assistência aos portadores HIV / AIDS garantindo a humanização ao atendimento.
9- Criar políticas de divulgação para informação do uso de anti-retrovirais e seus efeitos colaterais, focando o alcance a legitimidade dos diretos e deveres das pessoas que convivem com o HIV AIDS;
10- O projeto de lei que garante o passe livre aos portadores de HIV, o que já é realidade em muitas cidades, ate hoje não é levado em consideração em Aracaju.
Por essas e outras metas a serem conquistadas que o Fórum Permanente de ONG/AIDS de Sergipe, esteve realizando no ultimo 01 de Dezembro a entrega deste documento publico com principal objetivo estar discutindo conjuntamente a política local em relação a questão da AIDS e familiarizando gestão publica e legisladores a cerca do tema .
Foi priorizado o poder legislativo municipal focando a necessidade da aprovação do passe livre para portadores de HIV com isso o uso da plenária pelo representantes das pessoas vivendo com HIV Jose Dirceu (RNP+) e Maria Georgina (Cidadas Posithivas) reforçaram o documento entregue ao presidente da casa Emanuel Nascimento ,o documento oficial também foi encaminhado ao Governador do estado prefeito de Aracaju e secretarias de Saúde Municipal e Estadual.
O Fórum de Ongs Aids de Sergipe é uma instância catalisadora de demandas sociais e espaço de discussão entre organizações da sociedade civil sobre a situação, tanto da epidemia da AIDS, como dos direitos humanos dos portadores do vírus HIV (em todos os seus aspectos e nuances).
Compõem este fórum 18 organizações que trabalham com a questão da prevenção as DST/HIV e de atenção às pessoas vivendo com o vírus HIV/AIDS, enfim, todas as instituições que atuam na luta contra a expansão deste mal, buscando promover e manter, concomitantemente, o respeito ao portador, conferindo a dignidade necessária e que lhe cabe através dos direitos humanos, como a qualquer outro cidadão. O trabalho em conjunto através deste Fórum constitui uma máxima enquanto possibilidade de ampliação e otimização das ações neste campo,
Na seu V seminário no mês de novembro foi eleita a nova coordenação onde a ASTRA foi eleita coordenação geral dessa nova gestão.
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