Conseqüência direta da hierarquização das sexualidades e do status superior arbitrariamente conferido à heterossexualidade, suposta como natural, em detrimento de outras manifestações e expressões das identidades e das práticas sexuais, tidas como inferiores ou mesmo anormais. A homofobia é um fenômeno que costuma produzir ou vincular-se a preconceitos e mecanismos de discriminação, de estigmatização e violência contra pessoas gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais e, mais genericamente, contra todas as pessoas (inclusive as heterossexuais) cujas expressões de masculinidade e feminilidade não se enquadrem nas normas de gênero, culturalmente estabelecidas. A homofobia, portanto, vai além do grave quadro de hostilidade e violência contra GLBT. Ela desencadeia e realimenta processos discriminatórios, representações estigmatizantes, processos de exclusão, dentre outros, voltados contra tudo aquilo que remeta, direta ou indiretamente, às práticas sexuais e identidades de gênero discordantes do padrão heterossexual.
Em Sergipe temos um quadro preocupante que nos do movimento GLBT observamos que a falta de políticas incisiva que combate a homofobia dentro da estrutura do atual governo onde o único espaço real conquistado apartir de pressão social do movimento GLBT organizado através de um programa do governo federal (Programa Brasil Sem Homofobia) o Centro de Combate a Homofobia que desde da sua fundação apresenta dificuldade de avançar com o tema na estrutura da secretaria de segurança publica consecutivamente dentro do governo do estado.
Em virtude, dos últimos acontecimentos envolvendo a morte de mais um homossexual no Estado de Sergipe e preocupado com a segurança pública da comunidade GLBT Sergipana vem através desta solicitar a secretaria de justiça e a secretaria de segurança pública uma audiência com seus respectivos secretários para pedir providências e uma estratégia de combate aos crimes homofóbicos. Ao mesmo tempo reforçar a implementação de uma política de segurança mais eficaz, afim de diminuir a violência contra nossa comunidade.
Em nota pública a ASTRA, ADHONS, ASTRAL, ASSOCIAÇAO GAY DE SIMAO DIAS E ATENAS condenaram essa atitude bárbara pedindo a gestão publica venha discutir junto ao terceiro setor o Combate a Homofobia em nosso estado.
Atenciosamente,
ASTRA (Direitos Humanos e Cidadania GLBT)
ADHONS(Associação de Defesa Homossexual de Sergipe)
ASTRAL(Associação de Travestis e Transexuais de Lagarto)
AGS(Associação de Gays ,Lésbicas e Travestis de Simão Dias)
ATHENAS(Associação Lébicas de Sergipe)
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