A transexual brasileira conhecida como Brenda foi encontrada morta em seu apartamento em Roma na última sexta, 20. Brenda era o pivô de um escândalo que derrubou o governador da região de Lázio, Piero Marrazzo. O político entregou o cargo depois de ser filmado por policiais fazendo sexo com transexuais brasileiros e consumindo cocaína.
Tida como acompanhante preferida de Marrazzo, Brenda chegou a ser ouvida no começo do mês no processo que investiga se o então governador foi chantageado pelos policiais que o filmaram nas cenas comprometedoras. Esperava-se que Brenda prestasse mais um depoimento nos próximos dias, mas ela não teve tempo.
De acordo com informações do jornal La Repubblica, Brenda foi encontrada seminua em sua cama, com sinais de asfixia. A polícia encontrou na porta do apartamento uma sacola com líquido inflamável de combustão lenta. Brenda teria morrido sufocada com a fumaça produzida pela queima da substância. Seu computador estava molhado, o que pode ser visto como tentativa de destruir seus arquivos.
A polícia encontrou também malas prontas, o que pode indicar que Brenda estava preparando-se para viajar. "Ela foi assassinada. Estava mal psicologicamente, queria voltar para o Brasil", contou Bárbara, outra trans brasileira que vive na Itália.
Ainda segundo o La Repubblica, Branda havia sido agredida no dia 8 de novembro, mas não conseguiu identificar por quem. Ela deu entrevista dias depois afirmando que seus agressores poderiam ser membros da máfia romena ou os carabinieri (polícia militar com poder investigativo).
|